sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quando o rio encontra o mar




Minha querida irmã Shirley me presenteou com este texto num dos momentos mais importantes de minha vida.

"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo e olha para trás, para toda a jornada:
os cumes,
as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados,
e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre...
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas seguir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque, apenas então, o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano."
                                                                   (Desconheço a autoria)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Escrevendo nossa história


 
Momentos vividos com um forte senso de realização pelo que foi alcançado, 
muita emoção e saudade pelo que se vivenciou 
e grandes esperanças pelo que ainda virá em nossas vidas! 

 

Discurso - Formandos Letras 2011

Discurso escrito e lido pelo formando Flávio Silva Machado, na solenidade de Colação de Grau dos alunos do Curso de Letras, realizada em 3 de março de 2012, 
na Universidade Federal de Minas Gerais 
 

Gostaria de agradecer, em nome dos colegas formandos, a presença de todos neste evento que ficará escrito à tinta nas páginas da memória de todos nós. Além disso, gostaria de agradecer singularmente aos professores que nos guiaram na busca do saber. A grande maioria dos colegas de curso aqui presentes, assim como eu, saibam, tem em vocês nossos modelos para a vida profissional. Provavelmente, nós, formandos em letras, sabemos, mais do que qualquer cidadão, que a grandeza de uma nação está na educação.

Vencer esta etapa não é apenas um grande passo em nossas vidas e na vida de nossos familiares, mas também um grande passo direcionado ao futuro daqueles que cruzarem nossos caminhos. Deixaremos no passado todos os medos e inseguranças que sentimos durante a graduação. Abandonaremos o anonimato e passaremos a fazer a grande diferença, no dia-a-dia da profissão.

Hoje somos parte de um novo futuro, somos o resultado da superação de todo o caminho que percorremos para sermos profissionais que fazem da linguagem um instrumento de trabalho.

Aos meus colegas que se tornaram professores, assim como eu, desejo toda a realização e sucesso em suas carreiras. Desejo que vocês encontrem na educação um motivo para acordar e acreditar, com a força mais crédula, que a alma humana evolui. Não é nenhum exagero dizer que o futuro de centenas de alunos agora depende, essencialmente, de nós. Nós somos a esperança. Nós somos a mão que guia o punho que escreve cada segundo a história. E, logo, a história marcará cada um de nós.

Aos que optaram pelo bacharelado, meus colegas pesquisadores, desejo sucesso e a dedicação necessária para continuarem produzindo seus trabalhos com excelência, qualidade e ética.

Por fim, gostaria de agradecer aos meus amigos, Wagner Júnior e Vêronica Gomes que estiveram sempre ao meu lado nas lutas do Diretório Acadêmico Carlos Drummond de Andrade, na gestão Travessia.

Neste momento “final”, sobretudo, é importante dizer o quanto sentiremos falta de nossos amigos, das calouradas, dos intervalos desperdiçados na fila da cantina e na fila do xerox e das disciplinas com títulos enormes. Sentiremos uma enorme falta dos números das salas, organizadas de maneira caótica e aleatória, que ninguém, jamais, foi capaz de decorar. Sentiremos falta de todos os desafios que superamos. Sentiremos até mesmo falta da sensação de insegurança ao realizar a matrícula e tentar compreender qual matéria pertence a qual grupo. Sentiremos falta do elevador trem-fantasma e dos litros de sangue doados às legiões de incômodos pernilongos da biblioteca.

Obrigado.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Transamerica, o filme




Transamerica é um filme surpreendente sobre uma pessoa que quer mudar sua condição física de masculina para feminina, tornando corpo, alma e mente em sintonia (transtorno de identidade de gênero)*. O filme é surpreendente, no entanto, não por causa da transformação em si, mas por causa do modo como os relacionamentos se desenrolam na estória.
A relação entre Bree e Toby, por exemplo, inicia-se de um ponto onde ambos não se conhecem e têm que aprender a respeitar suas diferenças e comportamentos para conseguirem ficar juntos, a despeito das crenças e conceitos que têm sobre a vida. Bree não revela nada a ele sobre a conexão que têm no passado (Stanley, hoje Bree, é pai de Toby) ou sobre sua decisão de fazer uma cirurgia para mudar de sexo. Bree escolhe agir assim, porque não quer se envolver com o garoto.  Por outro lado, ela não consegue evitar de proteger Toby, do mesmo modo como uma mãe faria com o próprio filho.  Há uma cena interessante no filme - quando Bree está chorando ao telefone com sua terapeuta, dizendo que não foi feita para ser uma mãe -, pois o que ela demonstra é exatamente o contrário. Finalmente, Bree aprende como lidar com o comportamento de Toby e eles acabam se tornando amigos. Toby é um jovem impetuoso que não se sente desconfortável ao usar o próprio corpo em troca de dinheiro. Ele acaba aprendendo a respeitar a condição sexual de Bree e as diferenças entre eles ficam em segundo plano frente ao fato de Bree ter omitido que ambos eram na verdade pai e filho.
Outro relacionamento apresentado no filme diz respeito aos pais de Bree, que têm personalidades bem distintas. A mãe é uma mulher opressiva e dominadora que quer controlar a todos os membros da família e não aceita a transformação de Stanley de jeito nenhum. Fica implícito na estória que ela é, de algum modo, responsável pelo modo com Bree se sente a respeito de si mesma e sua sexualidade. O pai é um homem submisso e pacífico que não parece ter voz para qualquer decisão importante naquela família. Assim, quando Toby aparece como o neto deles, acaba a caminho de ser mimado e controlado por sua avó, uma vez que ela tenta realizar nele o que ela não conseguiu realizar com seu filho Stanley. Ainda assim, ela percebe a importância de respeitar a decisão de Bree. Seu instinto materno fala mais alto e ela acaba ajudando Bree dando a ela o dinheiro necessário para que a cirurgia possa ser feita a tempo.
O filme mostra que um verdadeiro relacionamento é possível quando as pessoas superam suas diferenças e reconhecem que todos têm o direito de serem respeitados e devem respeitar uns aos outros do mesmo modo.



*Transtorno de identidade de gênero: condição complexa em que uma pessoa acredita que de algum modo nasceu no corpo errado e muitas vezes prefere viver como um membro do sexo oposto.


Translation in English

sábado, 24 de dezembro de 2011

Merry Christmas!

2011 foi um ano cheio de lutas, aprendizado e realizações!
Celebrar esse momento de reflexão  e confraternização 
- Natal e Ano Novo -
com aqueles que amamos
é uma dádiva
que não podemos deixar de desfrutar.

Receba meus votos sinceros de paz, saúde e prosperidade!


quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Segunda Guerra Mundial

É com grande satisfação e orgulho que deixo neste post de hoje o poema "A Segunda Guerra Mundial", que foi  escrito por dois garotos do 9.o ano do ensino fundamental daqui de Belo Horizonte. Um deles é o meu filho Douglas, que, a meu pedido, autorizou, juntamente com o colega Kevin, a publicação neste blog do trabalho que fizeram juntos. 

O texto é também uma forma de expressar repúdio pela violência que ainda perambula em nossas vidas, assombrando o dia-a-dia de cada um.


"A Segunda Guerra Mundial"

por Kevin e Douglas 



A Segunda Guerra
cheia de mortes acabando com a vida na terra,
trazendo risco às crianças que acabam
perdendo as esperanças.

Com vários ataques aéreos destruindo
solos férteis,
magnatas com tanques destruindo os
de antes.

Mortes, destruições e exageros
levam as famílias a ficar
em completo desespero.

Uma pergunta que me dá
até ânsia: - Para que tanta
ignorância?



Parabéns, meninos! 
Gostei muito do poema!


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