domingo, 12 de dezembro de 2010

"Memorial: Inglês e Letras", por Raquel Ferreira


Raquel tem sido uma grande amiga desde que iniciamos o curso de Letras na UFMG, em 2007. 
Inclusive, tivemos a oportunidade de viajar juntas para participar de intercâmbio nos Estado Unidos, no 2.o semestre de 2009. 
Em nosso estágio (licenciatura), que terminou agora em dezembro, tivemos que fazer um memorial, contando como aconteceu o nosso contato com a língua inglesa.
Achei o trabalho da Raquel interessante e a convidei para publicá-lo aqui no Letra Essência.   
Enjoy!



Meu primeiro contato com o aprendizado de inglês foi na 7ª série. Não me lembro do aprendizado da língua em si, mas lembro muito da professora Iracema e suas exigências em relação à organização dos cadernos e da sala. Lembro que gostava dela e das aulas. Neste mesmo ano, entrei para um cursinho de Inglês, que freqüentei por um ano e meio, e deixei por causa do meu 2.o grau técnico em informática, que me consumia muito tempo. Porém, tínhamos aulas de Inglês Instrumental muito boas, que ajudaram muito na minha profissão. Ao concluir o segundo grau, fiz vestibular para Ciência da Computação. Do término do meu curso técnico até meados do término dessa faculdade, foram muitas idas e vindas entre cursinhos. Acho que tentei uns cinco cursinhos de inglês diferentes, mas a falta de continuidade me desanimou, porque a cada novo teste de nivelamento acabava sempre no mesmo nível do cursinho anterior.

Em meados de 2002, muito desanimada com o curso universitário e sentindo falta de uma formação em humanas, resolvi fazer Letras. Achava que tinha feito uma escolha por uma carreira muito cedo, uma vez que comecei o curso técnico com 15 anos. Queria experimentar outra carreira ou pelo menos ter mais uma opção. Além disso, tinha a esperança de atingir a tal proficiência que todo mundo fala ser importante. Fiz vestibular e passei para Letras em 2003, mas nunca cheguei a cursar, por falta de tempo para conciliar emprego e dois cursos. Acabei optando por continuar na Computação, pelo retorno financeiro. Porém, não desisti, adiei o curso de Letras e resolvi que o faria somente depois de terminar o curso de Ciência da Computação no final de 2004.

Ao me formar, por exigências do mercado, resolvi fazer uma pós-graduação e melhorar meu currículo em TI. Deste modo, o curso de Letras foi adiado mais uma vez. Somente após o término dessa pós-graduação tentei o vestibular pra Letras e, em 2007, passei novamente. Assim, desde esse ano, trabalho na área de informática e faço o curso de Letras, uma coisa muito louca para algumas pessoas. Porém, a faculdade de Letras tem sido fantástica e me proporcionou um intercâmbio incrível nos Estados Unidos (precisamente no Texas, outra opção “exótica” para vários Brasileiros).

Relembrando o trajeto do meu aprendizado de Inglês, nunca houve uma paixão pelo idioma que me tenha feito procurar pelo curso de Licenciatura em Inglês em específico. Sempre senti o Inglês mais como uma ferramenta, um status, um instrumento. Procurava proficiência e desenvolvimento pessoal. Apesar de não sentir que atingi uma proficiência (gramatical) tão maior em relação à que eu já tinha quando entrei no curso, sinto-me mais confiante em falar. A Letras e o Inglês me proporcionaram um enorme desenvolvimento pessoal e profissional, uma vez que complementou a minha formação técnica com uma formação humana, a qual jamais teria se não tivesse me aventurado por outros ares.

                                               
                      NY, Manhattan, Columbus Circle
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